Reservas Para Três Meses nos Terminais
O espanto governamental fundamenta-se nos dados do stock atual. Segundo o Governo, encontram-se atracados nos terminais oceânicos vários navios carregados com combustível suficiente para garantir o abastecimento do mercado nacional por um período que varia de um a três meses. Perante este cenário de abundância nas reservas, a falta contínua deste líquido vital nas bombas de combustível é encarada como uma anomalia injustificável.
Suspeitas e Investigação em Curso
Com os terminais devidamente abastecidos, o Executivo direciona agora as suas suspeitas para a logística. A forte convicção das autoridades é de que o problema central reside nos intervenientes da cadeia de distribuição. Para apurar a verdade e perceber onde ocorrem os bloqueios, o Governo anunciou o arranque de uma investigação para identificar as reais causas desta escassez artificial.
Enquanto o problema não é solucionado, a população já sofre com os danos colaterais da crise. A nível provincial, registou-se um agravamento nos preços das tarifas dos “chapas” (transporte público de passageiros). O cenário também é crítico nas zonas urbanas, onde os cidadãos já enfrentam uma acentuada escassez de transportes para as suas deslocações diárias.

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