Reforma Da Saùde Trump Pressiona o sistema Moçambicano


 As reformas implementadas pelo Governo dos Estados Unidos na área da ajuda internacional à saúde estão a colocar forte pressão sobre o sistema de saúde de Moçambique , sobretudo em regiões afectadas por cheias, surtos de doenças e limitações financeiras.

Na cidade da Matola , província de Maputo, profissionais do Centro de Saúde Matola II enfrentam dificuldades para conter casos de malária, cólera, tuberculose e HIV, numa altura em que os cortes da ajuda americana reduziram significativamente o número de agentes comunitários de saúde.

A nova estratégia da administração de Donald Trump prevê acordos bilaterais que obrigam países africanos, incluindo Moçambique , a aumentarem os investimentos próprios nos sistemas nacionais de saúde, reduzindo gradualmente a dependência de financiamento externo.

O novo acordo assinado entre Maputo e Washington prevê um investimento de cerca de 1,8 mil milhões de dólares ao longo de cinco anos para apoiar programas de combate ao HIV e à malária, mas em condições consideradas mais exigentes do que os modelos anteriores de cooperação internacional .

Analistas e organizações da sociedade civil afirmam que os novos acordos podem aumentar a dependência estratégica de países africanos em relação aos interesses económicos dos EUA, sobretudo em sectores ligados ao gás natural, mineração e logística.

Outros especialistas alertam que a redução abrupta do financiamento poderá comprometer os avanços no combate à malária, HIV e outras doenças endémicas, sobretudo em países com forte dependência da ajuda externa .

Apesar da promessa de novos fundos, profissionais de saúde em Moçambique afirmam que os efeitos positivos ainda não são visíveis no terreno e defendem que o Governo deve preparar-se para financiar de forma sustentável os serviços essenciais de saúde.

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