EL NIÑO PODERÁ SER O MAIS FORTE DESDE 1950 E COLOCA O PAÍS EM ALERTA

            

EL NIÑO PODERÁ SER O MAIS FORTE DESDE 1950 E COLOCA O PAÍS EM ALERTA ⚠️ 


Fenómeno poderá atingir o pico entre Outubro de 2026 e Fevereiro de 2027, com possibilidade de prolongamento até Maio


De acordo com um comunicado do INAM, avança que Moçambique poderá enfrentar um período de défice significativo de precipitação entre Janeiro e Março de 2027, associado à previsão de ocorrência de um episódio forte do fenómeno climático El Niño, cujo pico deverá ocorrer entre Outubro de 2026 e Fevereiro de 2027, podendo prolongar-se até Maio de 2027.


Face às previsões, foram identificadas várias zonas do país que poderão sofrer impactos severos ou moderados relacionados com a redução da precipitação e a consequente possibilidade de ocorrência de condições de seca.


Entre as áreas classificadas com impacto severo estão vários distritos das províncias de Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza.


Em Tete, a previsão abrange os distritos de Changara, Marara, Magoé, Mutarara, Chiúta, Doa e Cahora Bassa. Em Sofala, estão incluídos Caia, Chemba, Machanga, Muanza e Chibabava, enquanto em Manica figuram Guro, Tambara e Macossa.


Na província de Inhambane, os distritos apontados são Govuro, Mabote e Massinga, e, em Gaza, Chibuto e Massingir.


Já as zonas classificadas com impacto moderado incluem os distritos de Moamba e Magude, na província de Maputo; Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Guijá, Manjacaze e Chigubo, em Gaza; Jangamo, Panda e Funhalouro, em Inhambane; e Namuno, em Cabo Delgado.


Perante este cenário, o Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD) activou os Planos de Acções Antecipadas (PAA) para a seca nos distritos identificados, com o objectivo de preparar uma resposta antecipada aos possíveis impactos do fenómeno.


Entre as medidas recomendadas com carácter de urgência está a distribuição de sementes resistentes à seca, bem como a reabilitação de furos de água para o consumo humano.


As autoridades recomendam igualmente medidas para garantir a sobrevivência do gado, através da disponibilização de água e pasto, além da sensibilização das comunidades para o uso racional da água.


A promoção da agricultura de conservação, a elaboração ou actualização dos Planos de Acções Antecipadas distritais e o reforço da coordenação com os parceiros de cooperação também fazem parte das medidas previstas.


O CENOE e o INAM deverão continuar a monitorizar a evolução da situação e apelam à população para que acompanhe e siga os avisos e informações oficiais emitidos pelas autoridades competentes.



Enviar um comentário

0 Comentários